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Jô Benevides

Trabalhar o não verbal, transformá-lo em imagens materiais e, em seguida, metamorfosear em linguagem poética, é um verdadeiro encantamento de energia, pois cada trabalho que produzo tem seu onirismo, cada matéria trabalhada interpreta a minha impressão subjetiva, e passar ao público o meu objeto de estudo – processo de trabalho intuitivo e sensível. Desse modo, meus trabalhos procuram cruzar a horizontalidade da vida material, com a verticalidade da vida espiritual, religando-os a Deus, que é Todo Amor por todos nós.

Nome Completo:

Maria José Ferreira Benevides

UF:

PA

Cidade:

Belém

email:

Para contactar o associado, entre em contato com a Abrarte

Artes:

Artes Visuais, Poesia e Historiadora da Arte

Grupo:

Centro Espírita CELUZ – Luzes no Caminho

Associou-se à Abrarte em

2015

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Sou natural do Rio de Janeiro, mas resido em Belém do Pará. Minha formação acadêmica: Bacharel e licenciada em Artes Visuais, pós-graduada em História da Arte, e mais recentemente, em Neuropsicopedagogia Institucional. Professora efetiva de Artes Visuais na Secretaria de Educação do Pará.

A arte sempre fez parte da minha vida. Desde criança, minha imaginação e criatividade sempre foram férteis. Ao cursar a faculdade de Artes Visuais já era espírita. A formação acadêmica passeando pelas mais variadas formas de expressões artísticas: do desenho à pintura, da fotografia ao cinema, da modelagem à escultura – teoria e prática – foram verdadeiro laboratório para a minha alma de artista, que somados ao estudo da Doutrina Espírita, me forneceram condições de fortalecer meus valores morais e espirituais: Arte e Espiritualidade caminhando de mãos dadas.

Penso que a existência humana só adquire sentido quando passamos a perceber o nosso imaginário: o que seria de mim sem a imaginação criadora? Logo, tudo que está ao meu redor, seja obra humana ou divina, nada escapa à minha imaginação. Esta, percebe as lembranças desta vida ou das anteriores, memória familiar, hábitos e crenças adquiridos, acontecimentos e fatos, sonhos, desdobramentos, numa explosão de ideias e sentimentos que passo a expressá-los em meus trabalhos. Quando somo o conhecimento acadêmico e o referencial teórico espírita, estes definem a minha trajetória artística tomada, além de procurar fazer uma leitura significativa do meu processo e produto de criação artística.

Penso que o conhecimento humano precisa da união do componente racional, lógico e inteligível da ciência, do componente intuitivo e sensível da arte, e do componente espiritual que nos anima: criar é tão fácil ou tão difícil como viver, e é do mesmo modo necessário.


Projeto “O lixo de um é a arte do outro...”

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Esculpintura "Borboletear". Resíduos utilizados: garrafa pet, papel, resto de galho encontrado na natureza. Justificativa artística: Processo de maturidade do Ser Espírito, enquanto encarnado em um mundo de provas e expiações, em transição para a Regeneração.

O projeto "O lixo de um é a arte do outro" surgiu ao acordar com a frase na mente ditada por um Espírito Artista.

A justificativa: “No planeta Terra ainda perduram muitos lixos, desde os resíduos que são descartados após seu uso, de maneira inconsequente, poluindo o meio ambiente, ao lixo que saem das mentes e dos corações endurecidos, tais como mágoa, tristeza, depressão, raiva, ódio, todos produtos do egoísmo e do orgulho, também descartados e poluindo o meio ambiente psíquico, de maneira desordenada e inconsciente.

Construir artisticamente com o que é descartado e considerado lixo, é um exercício de limpeza psíquica conhecida pelo nome de criatividade. A criação é um estado de contínua metamorfose, um percurso que engloba a intervenção do “acaso” e abre espaço para o mecanismo de raciocínio, responsável pela introdução de novas ideias. A sensação de angústias, dores morais, aparentes desequilíbrios, são substituídos por momentos de intenso prazer e encantamento, uma fluidez em que as ideias jorram de uma fonte superior. É a criação em movimento, no qual reinam conflitos e apaziguamentos, em um processo de limpeza da alma doentia.”

E assim, vou transformando aquilo que não serve mais, considerado lixo, vendo nele algo positivo, honrando a sua utilidade e dando uma nova forma a partir da sua inutilidade, exercendo a criatividade, vou vivendo a vida de uma forma mais bela, me tornando alguém mais otimista diante de tanto lixo que ainda perdura em nossa Terra.É uma experiência maravilhosa, uma oportunidade para aqueles que desejarem passar pela mesma proposta, que faça, pois é uma grande oportunidade de autodescobrimento e saúde mental.

Vale ressaltar, que as obras de arte têm vida própria depois de concluídas, e torna-se imprescindível a participação do apreciador. Nenhuma obra de arte deverá ser guardada no armário, ela precisa ser vista, apreciada, provocar emoções, reflexões, ações e reações.

Desse modo, meu objetivo como artista visual é manter um diálogo, mesmo que silencioso, usando a arte como ferramenta de evolução moral e espiritual. Minhas obras buscam levar mensagens que levem à reflexão, o otimismo, a força, a fé e o desejo de um mundo melhor para mim e para todos nós. Com esse trabalho quero divulgar o Bem e o Amor e a Gratidão através das minhas pinturas, esculturas, poesias, vídeos, e etc. Cada peça artística tem um sentido, uma história, algo positivo a passar.