Impossível descrever em palavras as emoções vivenciadas na 1ª Mostra Abrarte Sul/Sudeste, que aconteceu no último final de semana em Campinas. Sobre o palco montado no ginásio do Educandário Eurípedes passaram magia, beleza, estesia, música, humor, leveza e sensibilidade. Doze grupos de arte e cinco artistas espíritas de quatro estados brasileiros encantaram o público campineiro com apresentações que falavam dos mais variados temas sob a ótica do Espiritismo: da loucura e obsessão ao amor incondicional de Francisco de Assis; das investigações científicas de Willian Crookes ao entusiasmo de Leopoldo Machado; da simplicidade cativante de novos atores mirins ao sensível movimento de experientes bailarinos; dos ritmos dançantes de uma banda ao tons e sobretons de um menestrel.
A Mostra Abrarte iniciou na sexta-feira, com a sempre solene majestade de nosso Hino Nacional Brasileiro, na voz de Ana Person. Após as palavras iniciais do diretor do Educandário, Osmar da Silveira, e do presidente da Abrarte, Rogério Silva, a coordenadora local da Mostra, Silvia Schober, fez a prece de abertura, dando início à grande maratona artística que seria o evento. Ana Person voltou ao palco para mostrar toda sua sensibilidade musical numa voz que cantou e encantou. O grupo anfitrião Vozes do Amanhã resgatou as emoções do Fórum de Salvador ao interpretar, dentre outras, a música tema da Abrarte; o Instituto Arte e Vida encenou e impactou com a estranha loucura de Loreza Martinez; Paula Salles e Mariângela Damiani interagiram em movimentos corporais de ação e reação para expressar o conhecimento de si mesmo; o Grupo Cor da Alma revelou jovens atores e dançarinos em busca de uma luz mais intensa; Clésio Tapety, com seu violão e gaita de boca, cantou com poesia e musicalidade; o grupo Mensageiros da Harmonia empolgou e levantou a platéia com seus grãos de areia perdidos no mar; a Cialemarte lembrou os anos 40 na figura do grande entusiasta da juventude e da arte espírita Leopoldo Machado; a Cia. Laboro deslumbrou o público ao falar de Francisco de Assis de forma doce e cativante, misturando harmoniosamente poesia, música e teatro; a banda Acústica do Ser trouxe a energia de sua juventude; o menestrel Moacyr Camargo pintou a noite com a luz de cores e flores para mostrar que as novas idéias espalham-se por todas as línguas e povos; o Grupo de Dança Pétalas de Amizade rendeu bela homenagem ao cândido Chico Xavier, por suas semeaduras de paz e luz; o Grupo Integrarte fez o público se divertir para descobrir quem assassinou Sir Frederich III; o grupo Paluarte apresentou as estrepolias de um coelho maldoso contra uma onça de asas; Cristiano Salge, não importa se em ritmo de bossa, de MPB ou de balada, cantou alegria e transmitiu paz; e por fim, a Cia. Laboro retornou para transformar o palco num grande mar onde Jesus ensinou a sermos pescadores de homens, ancorados na fé que enfrenta as grandes tempestades. Ao final do evento, os artistas do mundo maior também marcaram suas presenças em momentos de sublime espiritualidade.
Além das apresentações artísticas, a Mostra Abrarte Sul/Sudeste ofereceu aos participantes várias oficinas de arte. Gustavo Lussari desenvolveu o Hai-kai (poema japonês) em Performance Teatral; Mateus Oliveira procurou estabelecer a diferença entre Teatro Espírita e Teatro de temática Espírita/espiritualista; Moacyr Camargo discorreu sobre a Inspiração e a Criação musical; Glaucio Cardoso abordou sobre Literatura Espírita; Clésio Tapety desenvolveu o tema Produção musical Espírita; Denize de Lucena falou sobre os Elementos Básicos da Dança; Luis Márcio trabalhou as Artes Plásticas; Rogério Silva procurou desvendar os caminhos de uma Dramaturgia Espírita; Luciene Domenicone destacou o trabalho com Clown; Larissa Lussari e Lívia Machion relataram sua experiência com Construção Coletiva de Peça Teatral; e Marcus Azuma discorreu sobre o uso da Caricatura e humor no Espiritismo.
Por tudo que proporcionou, não apenas ao público presente, mas aos próprios artistas participantes, a Mostra Abrarte comprovou que é uma iniciativa que deu certo. A exemplo do que ocorreu em Fortaleza, em novembro de 2008, a Mostra de Campinas resultou em integração, união, confraternização, debate, aperfeiçoamento dos trabalhos, entusiasmo. Foi mais um passo dado pela Associação Brasileira de Artistas Espíritas para a consolidação do grande projeto de desenvolvimento da Arte no movimento espírita e na sociedade brasileira.
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Autor: Informativo Notícias da Abrarte
Publicado em: 30/01/2009 13:06