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Arte e espiritualidade no 7° Fórum, em Pedro Leopoldo

A cidade de Pedro Leopoldo sediou entre os dias 3 e 6 de junho, o 7º Fórum Nacional de Arte Espírita, promovido pela Abrarte, com o apoio da Aliança Municipal Espírita de Pedro Leopoldo e da União Espírita Mineira. O evento aconteceu na Escola Estadual São José, onde Chico Xavier estudou entre 1919 e 1923, reunindo mais de 130 participantes de 13 estados (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Goiás, Tocantins), além do Distrito Federal. Durante o Fórum ocorreram diversos centros de interesse, painéis, apresentações artísticas, a assembleia geral de associados e um momento destinado a discutir ações da Abrarte.  No domingo (6) pela manhã, os participantes conheceram três pontos do roteiro Caminhos de Luz, que reúne lugares importantes da trajetória de Chico Xavier na cidade, entre 1910 e 1959. Foram visitados a Casa de Chico Xavier, o Centro Espírita Meimei e o Centro Espírita Luiz Gonzaga.  

Acompanhe a seguir um pouco do que foi o 7° Fórum Nacional de Arte Espírita.  

Painéis e Centros de Interesse 

A fórmula de painéis e centros de interesse, inaugurada no Fórum de Vitória, dois anos atrás, foi aprimorada com sucesso para ser aplicada esse ano em Pedro Leopoldo.  

Painéis 

Pela manhã, na sexta e no sábado, todos os participantes se revezaram em salas temáticas nas quais um artista compartilhava experiências bem-sucedidas de projetos envolvendo Espiritismo e Arte. No primeiro dia, os temas se concentraram em ações desenvolvidas fora da casa espírita: o Curso de Cinema Espírita de Belo Horizonte, com Thiago Frankin (MG); o blog Espírito de Arte, com Romário Fernandes (CE); e os Festivais Espíritas de Arte promovidos em Curitiba, com Marcus Azuma (PR). No segundo dia, o foco foi nas atividades desenvolvidas dentro da casa: o Movimento de Arte Espírita (MARES), com Wadson Fernandes (MG); o Papel da Arte na Educação do Espírito, com Elaine Carvalho (SP); e o Grupo Musical Esperança, uma experiencia de coral com idosos do Centro Espírita Fé e Caridade de Jesus, com Rogério Silva (SC).  

Centros de interesse 

Nos mesmos dias, à tarde, os participantes optaram por uma dentre quatro vivências. Na sexta, elas foram conduzidas por Elaine Carvalho, de Santos (Ser ou não ser Espírito, eis a questão!); por Cláudio Marins, de Belo Horizonte (A técnica a serviço da mensagem); por Moacyr Camargo, de São Paulo (Vibração e Criação) e por Matheus Barbosa, de Franca (Arte Espírita x Arte com temática espírita). No sábado, as vivências ficaram a cargo de Reginauro Sousa, de Fortaleza (Inspiração, intuição, reflexão: o processo criativo em Arte Espírita); Mariângela Gonçalves, do Rio de Janeiro (Escutando Sentimentos); Marcílio Dias, de Santos (Arte e Saúde: pesquisas científicas sobre as correlações entre Arte e Saúde); e Sterleide Cassimiro (A música cantada como potencializadora da doutrinação de entidades na atividade mediúnica). Ao final das vivências, os participantes se reuniam na quadra da Escola Estadual São José para compartilhar impressões, lições e experiências.  

Assembleia Geral e Momento Abrarte 

Na sexta e no sábado, pela manhã, antes dos paineis, dois momentos discutiram assuntos administrativos da Abrarte. Na sexta, a Assembleia Geral deliberou sobre inclusão e exclusão de associados, tomou conhecimento das finanças além de outros assuntos gerais. No sábado, o Momento Abrarte apresentou as principais ações desenvolvidas atualmente, como Semana Nacional de Arte Espírita, o Portal Arte Espírita, o banco de textos teatrais, os Cadernos de Arte, a Campanha Arte na Casa Espírita e as Mostras Abrarte Regionais.  

Apresentações 

O 7º Fórum reuniu a maior quantidade de apresentações realizadas até hoje em todas as edições do evento. Além dos 14 grupos/artistas já previstos na programação oficial, outros três fizeram participações especiais ao longo do Fórum. A abertura ficou a cargo de grupos espíritas mineiros, na quinta-feira, à noite, no auditório do Sinticomex. O grupo Iluminar encantou o público ao reunir jovens, crianças e adultos num espetáculo de dança singelo e expressivo em homenagem a Chico Xavier. A seguir, a Cia. Laboro demonstrou como é possível construir algo espetacular e divertido utilizando-se de pouco mais que atores bem sintonizados e alguns acessórios teatrais. Por fim, o Verbos de Versos mostrou um pouco de sua sonoridade mais pop, que embala letras profundas sobre a mensagem espírita.Sexta-feira pela manhã, na Escola, Júnior Vidal, de Campos dos Goytacazes (RJ) conquistou os participantes com uma voz potente e um violão gostoso de ouvir, executando canções autorais e de outros compositores espíritas cariocas. À tarde, os tocantinenses do Outra História levantaram a platéia com baladas autorais de arranjos elaborados e melodia contagiante. À noite, o Crisálida, do Rio de Janeiro (RJ) mostrou um espetáculo multimídia, baseado na dança como linha mestra, mas que recorria também à música ao vivo e à arte com areia sobre retroprojetor. Depois o Meu Cantar, de Belo Horizonte (MG) apresentou um pouco do repertório de cada um dos três CDs lançados e terminou com o clássico Para Sempre Dentro do Meu Coração, que animou e emocionou o público. Por fim, o Persona, de Natal (RN) encerrou a noite com um drama, rico em figurino e cenário, sobre as existências terrenas do Espírito Emmanuel.No sábado, o Grupo BEM, de Vitória (ES), abriu a programação da manhã com um repertório mais introspectivo, mesclando músicas novas com clássicos como Reencarnação, que encerrou a apresentação com os participantes do Fórum de pé e executando a famosa coreografia do refrão. À tarde foi a vez do Espírito de Arte, de Fortaleza (CE) e Belo Horizonte (MG), que começou levantando o público com um xote e uma balada, transitou por um repertório mais sereno e encerrou com o também clássico Hydesville, em português, inglês, italiano, cantado e dançado pelo público. À noite, o Integrarte, de Curitiba (PR), apresentou O mistério da mansão Winston, um suspense muito bem-humorado, que arrancou risos e reações de surpresa da platéia ao longo de uma hora de espetáculo. No intervalo, Tim, de Belo Horizonte, fez apresentação rápida, mas emocionante, seguido por Júnior Vidal, que subiu ao palco para uma homenagem musical ao próprio filho. Depois, foi a vez de Moacyr Camargo, de São Paulo (SP), conduzir o público por um vôo de paz e luz rumo à Era Nova. Ao lado de músicos espíritas de várias cidades do país, ele perpassou clássicos como Novas Idéias e Estrangeiros do Brasil, encerrando com uma bela homenagem a Chico Xavier juntamente com um coral adulto e infantil também formado por pessoas de diferentes cidades.No domingo pela manhã, o Giro Livre, de Blumenau (SC), fez uma bela apresentação acústica, puxada pela voz potente do jovem vocalista Arã Mahatma. Cristiano Salge, de Curitiba (PR), fez participação especial com sua canção Mensageiro da Paz. No retorno dos Caminhos de Luz, antes do almoço, a cantora Cacau apresentou o repertório de seu CD, composto por canções variadas do movimento espírita mineiro. Ao longo do Fórum, a Cia. Laboro apresentou uma série de esquetes singelos, divertidos e criativos, que suscitavam profundas reflexões morais e espirituais.



Autor: Coordenadoria de Comunicação
Publicado em: 09/06/2010 09:30
 
     
       
ABRARTE - Associação Brasileira de Artistas Espíritas
 
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